Farinha de grilo vira “novo whey”, tem alto valor nutricional, mas ainda não é regulamentada no Brasil; veja barreiras.

A farinha de grilo tem ganhado destaque como possível “novo whey protein”, por ser rica em proteínas de alto valor biológico e conter todos os aminoácidos essenciais. Outro ponto positivo é a alta digestibilidade, superior à de algumas proteínas vegetais, além da presença de vitaminas, minerais e gorduras que ampliam seu valor nutricional.

Pesquisas da Universidade Estadual de Campinas mostram que insetos podem gerar ingredientes com elevado valor alimentar quando processados corretamente. No Brasil, cientistas já desenvolvem tecnologias para aproveitar integralmente o grilo — especialmente da espécie Gryllus assimilis — transformando-o em produtos mais sofisticados para a indústria alimentícia, com maior concentração proteica e propriedades funcionais.

Apesar do potencial, o consumo ainda esbarra em barreiras importantes. A farinha de grilo não é regulamentada pela Anvisa, o que impede sua comercialização em larga escala no país. Além disso, a resistência cultural e possíveis riscos de alergia ainda dificultam a aceitação entre os consumidores brasileiros.

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