O rapper Oruam — nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno — passou a ser alvo de um novo mandado de prisão e de uma carta precatória da Justiça em um processo em andamento em São Paulo, no qual ele responde por disparo de arma de fogo. A movimentação judicial foi revelada pela coluna de Fábia Oliveira no Metrópoles.
O artista tornou-se réu no dia 26 de janeiro em uma ação que tramita na 2ª Vara do Foro de Santa Isabel (SP). A denúncia aponta que o disparo aconteceu durante uma festa em uma área residencial de Igaratá (SP) e foi registrado em vídeo que o próprio rapper publicou em seu perfil no Instagram.
Nesta quarta-feira (4/2), a juíza responsável expediu carta precatória para que Oruam seja oficialmente citado no Rio de Janeiro, etapa essencial para que ele possa se manifestar sobre a acusação em até 10 dias.
O caso ganha complexidade porque Oruam já é considerado foragido pela Justiça. Um mandado de prisão preventiva foi emitido no início da semana depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou um habeas corpus que o mantinha com medidas alternativas, incluindo uso de tornozeleira eletrônica.
A revogação ocorreu após sucessivas violações às condições de monitoramento eletrônico, com dezenas de interrupções e períodos em que o equipamento ficou desligado, segundo dados das autoridades.
Com a liminar do STJ anulada, a Justiça fluminense determinou a prisão preventiva para garantir a ordem pública, mas, até o momento, Oruam não foi localizado pela polícia. A defesa já declarou que ele não pretende se entregar, dificultando o cumprimento da citação e o andamento normal do processo.
O caso segue sob investigação, e a Justiça aguarda o desdobramento da tentativa de notificação para definir os próximos passos no processo penal.

