A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26/02/2026) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 
A medida integra um pacote de 87 requerimentos deliberados pela comissão que investiga supostas fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 
Requerimento e justificativa
O pedido de quebra de sigilos foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), com base em mensagens interceptadas no âmbito das investigações que mencionariam um pagamento de R$ 300 mil relacionado ao “Careca do INSS”, personagem central do inquérito. 
Segundo parlamentares que apoiaram a iniciativa, a medida permitirá acesso a extratos bancários, movimentações financeiras, declarações de Imposto de Renda e contratos de Lulinha, com o objetivo de esclarecer potenciais vínculos financeiros com o esquema investigado. 
Sessão marcada por conflitos
A aprovação ocorreu em meio a confrontos e protestos entre parlamentares contrários e favoráveis à medida. Após a votação, governistas se aproximaram da mesa diretora para contestar o resultado, gerando momentos de tensão e interrupção dos trabalhos da comissão. 
Outros passos da comissão
Além da quebra de sigilo de Lulinha, a CPMI aprovou pedidos semelhantes envolvendo outros investigados e empresas relacionadas às fraudes no INSS, bem como convocações para depoimentos de testemunhas e investigados ao longo desta quinta-feira. 
Entre as oitivas previstas estão as de Paulo Otávio Montalvão Camisotti, ligado a um dos investigados, deputado Edson Araújo e advogado Cecílio Galvão. 
Contexto da investigação
A CPMI foi instalada para apurar denúncias de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas, e sua investigação já motivou operações da Polícia Federal e atenção da opinião pública. O caso de Lulinha vem sendo citado em mensagens e documentos obtidos ao longo das apurações, mas até o momento nenhuma acusação criminal formal foi apresentada diretamente contra ele. 

