Uma das pacientes que foi vítima de um erro em transplante de órgãos e acabou contaminada pelo vírus HIV morreu no último dia 18 de março, pouco mais de um ano após a descoberta do caso. A mulher era uma das seis pacientes que receberam órgãos contaminados em 2024.
A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou que a paciente estava internada em unidade especializada e que a causa da morte não foi divulgada. Em nota, a SES-RJ lamentou o falecimento e ressaltou que a mulher vinha recebendo assistência completa e monitoramento diário. A nota também destacou que ela havia sido indenizada pelo governo do estado em julho do ano passado.
“A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) lamenta profundamente o falecimento da paciente, que aconteceu em 18/3, após internação em unidade especializada. Há um ano e cinco meses, ela vinha recebendo total assistência, era monitorada diariamente pela equipe multidisciplinar da Secretaria, que se solidariza com a família. A SES-RJ reforça que seguirá oferecendo suporte psicológico aos familiares”, disse o órgão.

Relembre o caso
Os seis pacientes foram contaminados após exames de sangue dos doadores apresentarem resultados falsos negativos para HIV. Os testes foram realizados pelo laboratório PCS LAB Saleme, que, segundo investigação, deixou de realizar alguns procedimentos para reduzir custos. O laboratório foi interditado após a descoberta do erro.
O problema veio à tona quando um dos pacientes transplantados apresentou sintomas neurológicos e testou positivo para HIV ao procurar atendimento médico.
Seis pessoas ligadas ao caso — dois sócios e quatro funcionários do laboratório — aguardam julgamento, respondendo por associação criminosa, lesão corporal gravíssima, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.
Em agosto do ano passado, as vítimas receberam indenizações por meio de acordo firmado entre o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o governo estadual, a Fundação Saúde e o laboratório PCS LAB.
por: Paulo Vitor / Lajedão News

