João Francisco da Silva, pai de João Miguel, de 10 anos, conseguiu neste sexta-feira (6/2) se despedir do filho no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, após ser liberado do Complexo Penitenciário da Papuda.
O menino foi assassinado em 2024 e, na época do crime, nem o pai nem a mãe puderam estar no velório. Francisco estava preso desde fevereiro de 2024 sob acusação de tentativa de homicídio contra o cunhado, mas a Justiça desclassificou a acusação para lesão corporal, o que possibilitou sua soltura. A mãe da criança, Daniela Soares, segue sob investigação por suposta ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
Quando desapareceu no dia 30 de agosto de 2024, João Miguel saiu de casa para comprar um salgadinho e não voltou. O corpo da criança foi encontrado dias depois, em uma vala, e a investigação apontou que o assassinato teria sido motivado por uma suposta retaliação a furtos cometidos por ele na casa de vizinhos.
Ao longo da apuração, um homem de 19 anos foi preso sob suspeita de envolvimento no caso, e uma adolescente de 16 anos chegou a confessar ter participado do crime.

