O agricultor Sidrônio Moreira, morador da zona rural de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, pode ter feito uma descoberta inesperada ao tentar resolver um problema antigo: a falta de água na propriedade. Ele contraiu um empréstimo de R$ 15 mil para perfurar um poço artesiano, mas, ao atingir cerca de 40 metros de profundidade, encontrou uma substância escura, viscosa e com forte odor, levantando a suspeita de que possa se tratar de petróleo.

A perfuração foi iniciada com o objetivo de garantir abastecimento para a família e os animais, já que a região enfrenta dificuldades hídricas e depende, muitas vezes, de caminhão-pipa. Vídeos gravados no local mostram o líquido escuro saindo do solo, o que chamou a atenção de moradores e autoridades.
O material foi coletado e encaminhado para análise técnica. O caso foi comunicado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que abriu procedimento administrativo para apurar a ocorrência e deve enviar equipe ao local para avaliação detalhada.
A ANP informou que, conforme a legislação brasileira, o subsolo e seus recursos minerais pertencem à União. Assim, mesmo que seja confirmada a presença de petróleo, qualquer tipo de exploração só poderá ocorrer mediante autorização do governo federal.
Enquanto aguarda o resultado oficial das análises, Sidrônio segue na expectativa — mas reforça que sua principal necessidade continua sendo encontrar água para manter a produção na propriedade.

