PERFIS COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL SIMULAM MULHERES COM DEFICIÊNCIA PARA APLICAR GOLPES NA INTERNET

Perfis criados com uso de inteligência artificial estão simulando mulheres com deficiência para enganar pessoas e lucrar na internet.

Os vídeos seguem quase sempre o mesmo padrão: jovens aparecem chorando ou falando sobre solidão, com frases que chamam atenção e geram engajamento.

As imagens mostram diferentes situações, como mulheres amputadas, cadeirantes, com vitiligo ou nanismo. Em alguns casos, até supostas gêmeas siamesas são criadas digitalmente com aparência realista.

Nos comentários, internautas fazem elogios e até abordagens de cunho sexual.

De forma discreta, esses perfis divulgam links para grupos pagos, com promessas de conteúdo adulto. Em alguns casos, o material até existe, mas em outros, tudo não passa de golpe.

Um usuário relatou que fez um pagamento via Pix e recebeu um link falso, sem acesso ao conteúdo prometido.

Especialistas alertam que esse tipo de prática, além de enganar pessoas, também reforça a objetificação de mulheres com deficiência.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem mais de 8 milhões de mulheres com deficiência.

Para especialistas, o uso dessas imagens distorce a realidade e pode prejudicar a forma como essa população é vista pela sociedade.

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