Transferindo para cela comum, Uldurico Júnior pode estar sob risco de assassinato, diz pai

O médico Uldurico Alves Pinto, pai do ex-deputado federal Uldurico Tavares Júnior, encaminhou uma notificação ao governador Jerônimo Rodrigues alertando sobre o risco de assassinato do filho dentro do sistema prisional.

Em entrevista ao Informe Baiano, ele informou que o ex-parlamentar estava inicialmente custodiado no Centro de Observações Penais (COP), localizado no Complexo Lemos Brito, em Salvador, mas teria sido transferido para uma cela comum.

Uldurico Júnior foi preso na última sexta-feira (17), durante a Operação Duas Rosas, que investiga um esquema de facilitação da fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.

Na notificação, o pai afirma que o filho foi colocado junto a outros presos sob “risco de morte”, alegando que haveria uma possível intenção de assassinato para silenciá-lo.

O documento também foi encaminhado ao secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e ao secretário de Administração Penitenciária, José Carlos.

Além da questão de segurança, o médico destacou a condição de saúde do ex-deputado, afirmando que ele necessita de cuidados médicos especializados, incluindo acompanhamento na área de saúde mental.

Segundo ele, a permanência em condições inadequadas pode agravar o quadro clínico.

“Solicito providências no sentido de garantir pelo Estado sua integridade física e mental”, diz trecho do documento.

Novas delações

Na sexta-feira (17), o Informe Baiano já havia divulgado a possibilidade de Uldurico Júnior firmar um acordo de delação premiada.

De acordo com a apuração, ele afirmou possuir informações sobre supostos casos de corrupção envolvendo autoridades ligadas ao governo de Jerônimo Rodrigues.

Fontes também apontam que foi apreendido um manuscrito que funcionaria como roteiro para futuras gravações, contendo denúncias contra agentes públicos e políticos.

As investigações indicam ainda que Uldurico Júnior teria negociado o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga dos detentos.

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