Casas Bahia fecha 12 lojas e demite mais de 300 funcionários em Salvador
Apenas quatro das 16 unidades da rede na capital baiana seguem funcionando; sindicato afirma que demissões ocorreram sem aviso prévio
O Grupo Casas Bahia fechou 12 das 16 lojas que mantinha em Salvador e demitiu mais de 300 funcionários. As medidas ocorrem em meio ao pedido de recuperação judicial apresentado pela companhia à Justiça.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (18) pelo presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Renato Ezequiel. Segundo a entidade, as demissões aconteceram na sexta-feira (14).
Das 16 unidades que funcionavam na capital baiana, apenas quatro continuam abertas: Calçada, Cajazeiras, Itapuã e Pau da Lima.
Entre os estabelecimentos fechados estão todas as unidades localizadas em shoppings, incluindo as lojas do Shopping da Bahia, Salvador Shopping e Shopping Piedade.
Demissões surpreenderam trabalhadores
De acordo com o sindicato, os funcionários não teriam sido comunicados previamente sobre o fechamento das unidades e também não haviam recebido as verbas rescisórias até a publicação da reportagem.
O presidente do Sindicato dos Comerciários classificou a situação como dramática e afirmou que os trabalhadores foram surpreendidos pelas demissões.
Uma assembleia foi marcada para reunir os funcionários e discutir as medidas que poderão ser tomadas diante dos desligamentos.
Recuperação judicial
Em todo o país, aproximadamente 300 lojas do grupo foram fechadas e cerca de 3 mil funcionários foram dispensados, conforme informações apresentadas pela empresa à Justiça.
O pedido de recuperação judicial envolve a companhia e outras nove empresas do grupo. A medida tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas, buscando garantir a continuidade das operações.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a empresas em dificuldades financeiras renegociarem suas dívidas sob supervisão da Justiça, com o objetivo de evitar a falência e preservar a atividade empresarial.
Segundo o Grupo Casas Bahia, as lojas físicas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda devem continuar funcionando. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo e, por ter sido apresentado em caráter de urgência, ainda precisa ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.
Até a última atualização da reportagem original, a empresa não havia se manifestado sobre a situação específica das lojas em Salvador.
Fonte: g1 Bahia — Por g1 BA
por: Paulo Vitor / Redação



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